O cientista, por Carlos Drummon de Andrade

25 Jan 2018 / Leonardo Barichello

Em 1962, Carlos Drummond de Andrade escreveu uma crônica em homenagem ao falecimento de Emanuel Dias, um pesquisador que trabalhou a vida toda no interior do Brasil combatendo a doença de Chagas. As palavras a seguir teriam sido ditas ao poeta pelo cientista:

Nós cientistas temos a sensibilidade recalcada pela constante obrigação de ser exatos, terra-a-terra, e em tudo quanto observamos e dizemos. Espiões e prisioneiros da realidade, somos como que seus amantes fidelíssimos e servis, incapazes de penetrar-lhes os mais íntimos segredos... Com os poetas é diferente. Fazem o que bem querem, ao sabor dos impulsos do momento. Criam a sua verdade. Saciam-se nas melhores perversões! Por isso é um lenitivo lê-los, dão-nos a impressão da liberdade.

Public Money, Public Code in Barcelona

23 Jan 2018 / Leonardo Barichello

Another reason to love Barcelona: City of Barcelona Dumps Windows For Linux and Open Source Software.

This is the first result of the Public Money, Public Code campaign headed by the Free Software Foundation in Europe. Let's hope it is not the only!

Gong: two good bands under the same name

28 Dec 2017 / Leonardo Barichello

I discovered the band Gong about 15 years ago when I was more into psychedelic music in general. The albums from the Radio Gnome Invisible trilogy are a truly psychedelic experience somewhere between rock and jazz. Good stuff.

Time passes and interests change. Now, I am not so interested in psychedelic stuff, but when I decided to revisit some old albums I came across Gong. After some wikipedia research, I decided to have a go with Pierre Moerlen's Gong: a new formation of the band with more percussion, jazz-driven and less psychedelic. Also, they issued an album called Expresso II. I am not sure the name is a reference to coffee (it apparently was, but I could not find any reliable source), but of course it was enough to get my attention.

Although the style is completely different from the Radio Gnome Invisible albums, I really enjoyed the sound: somewhere between rock and jazz with a really good vibe.

Cala a boca, menina(o)

06 Dec 2017 / Leonardo Barichello

Adoro Karnak, mas nem sempre consigo entender as misturas de referências de algumas de suas músicas e a música Cala a boca, menina (do primeiro cd da banda, Karnak, de 1994) é um desses casos.

A música foi gravada pela primeira vez por Dorival Caymmi, mas não é de sua autoria. Aparentemente, trata-se de um canto tradicional de capoeira. A colagem psicodélica do Karnak começa com a leitura (de arrepiar os pelos do cu, como diria Almodovar) de um trecho de um poema de Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) na voz de Antonio Abujamra. Segue com a participação vocal de Tom Zé quase explicando o que seria cabula (palavra mencionada na letra da música) e termina com a voz de Marisa Orth ao fundo em uma aparente briga conjugal, lembrando o vocal feminino enfurecido am algumas das músicas de Itamar Assumpção.

Desisti de colocar links para todas as referências da música (tem outras que não inclui aqui por não ter entendido). Fica apenas o som e que a curiosidade de cada um faça o resto do trabalho.



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