The sexism of the film "x+y"

18 Mar 2015 / Leonardo Barichello

Last week I went to the cinema to watch x+y, a British film about the journey of a brilliant math student until being part of the British team for the International Mathematics Olympiad. Overall, the film is OK, apart an inexplicable sexist scene in the end.

(spoiler alert)

The film has only three female characters: the boy's mother, a Chinese girl that ends up being the boy's first love and a blonde British girl whose role is not important... until the last 10 minutes of the film. The anticlimax of the movie happens when the coach of the Chinese team finds out that the Chinese girl spent the night in the bedroom of the main character. There was no need to explain how she ended up on his bedroom, but a few minutes after the scene, the blonde girl reveals that she was the one who told the coach implying that she made because of jealousy.

With this scene, all the female characters on the movie are "orbiting around" the main character (his mother, his first love and the blonde girl). I know that girls are not common in this kind of context (math) but there was no need to reinforce the female stereotype in films.

The film would not be particularly good for other reasons but, in my opinion, this scene destroyed it and made it seems highly sexist. After the film, reconsidering all the scenes in which the blonde girl was present, it was clear to me that none was really necessary, what made me think that the "final revelation" was inserted in the film by some kind of external interference (the producer?).

Independently of the reason, it is a shame that a non-Hollywood film supported by BBC portrayed woman like this...

Bixiga 70, pra complementar FCLG

13 Mar 2015 / Leonardo Barichello

Já fazia um tempo que eu estava procurando mais bandas parecidas com o Funk como le gusta (banda que eu, particularmente, acho brilhante!). A música abaixo por exemplo é fantástica!

Um pouco dessa vontade já era satisfeita com Karnak, por exemplo, mas a pegada deles é diferente.

Uma das minhas primeiras tentativas foi a Banda Black Rio, mas achei que apesar de um som gostoso, eles deixavam muito a desejar em inventividade. A sonoridade final acabava ficando um pouco repetitiva, previsível e longe demais do jazz pro meu gosto. Aliás, não consigo entender como um álbum deles figura na lista dos 100 melhores da música brasileira (de acordo com a revista Rolling Stones) enquanto nenhum do FCLG entrou.

Minha tentativa seguinte foi Charlie e os marretas, mas também não gostei muito. Apesar do astral bacana, falta brilho instrumental e as letras nem sempre agradavam. Quase o mesmo ocorreu com a banda Aláfia.

Passou um bom tempo e eis que eu encontro o Bixiga 70, outra banda paulistana com proposta funk. Mas agora sim na medida certa! Com som 100% instrumental, eles tem o balanço que eu procurava entre funk e jazz, com uma presença maior de percussões do que o FCLG. Bastante inventivos mas sem sacrificar demais o ritmo e animados sem serem cafonas. Como amostra, segue a música Kalimba do álbum Bixiga 70 de 2013.

Todos os álbuns da banda podem ser baixados no site oficial ou ouvidos no Youtube e Soundcloud.

PS: das 5 bandas citadas, 4 são de São Paulo.

Marcos Suzano (o homem por tras de muita coisa boa)

07 Mar 2015 / Leonardo Barichello

Algum tempo atrás li o texto da Revista Piauí sobre o álbum Olho de Peixe de Lenine.

O texto de fato é muito bom. Apesar de nunca ter pensado nesse álbum do Lenine como um marco tão importante para o "violão brasileiro" e ainda estar um pouco em dúvida se concordo com esse ponto, concordo plenamente com a avaliação sobre a qualidade deste álbum: o melhor de Lenine e um marco na inserção dele na música brasileira.

Mas o que eu queria salientar neste texto é a presença de Marcos Suzano como co-autor do álbum, o que se repetiu mais vezes em outros álbuns de altíssima qualidade.

Um exemplo é o álbum "Do coccix ao pescoço", de Elza Soares, que eu incluiria sem sombra de dúvidas em listas de melhores álbuns da música brasileira. Desde a primeira vez que o ouvi, a presença do pandeiro (tocado por Suzano) me chamou a atenção. Em especial, o espetáculo que ele dá na música de abertura, Dura na queda.

Outro álbum que merece atenção é o "Satolep Sambatown", de Vitor Ramil. Pouco conhecido fora do Rio Grande do Sul, esse artista ainda não é unânime pra mim, mas tem algumas belíssimas canções. O álbum mencionado, entretanto, é maravilhoso e, mais uma vez, a contribuição de Suzano é marcante, dando um brilho que nenhum outro álbum de Vitor Ramil conseguiu alcançar, na minha opinião. A música abaixo é um bom exemplo da presença de Suzano:

Que fique registrado o elogio ao trabalho de Marcos Suzano!

O melhor café de Amparo

03 Mar 2015 / Leonardo Barichello

São poucos os lugares em que eu tenho vontade de tomar dois espressos, um logo depois do outro, e a cafeteria Nossa Casa em Amparo (interior de SP) é um deles.

nossa casa cafeteria

O proprietário do local é muito atencioso e competente no quesito café. Basta demonstrar um pouco de interesse na bebida que, caso ele esteja por perto, se prontificará a te atender diretamente (foi assim comigo, quando pedi "um espresso curto, por favor"). Depois dessa visita, sempre procurei ser atendido por ele e nunca me arrependi. Com um pouco de conversa, ele foi capaz de indicar ótimos grãos para o meu paladar e nas duas últimas vezes que fui tive que tomar dois espressos seguidos para aproveiar a oportunidade.

Recomendo muito a visita!



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