Aspects of the social research process

20 Feb 2018 / Leonardo Barichello

Martyn Hammersley is my favourite methodologist in the social sciences. His views are pragmatic without being superficial, simplistic or favouring certain tendencies or approaches.

Recently, he published the paper What is ethnography? Can it survive? Should it?. By the end of the paper, the author proposes a table showing the options for the design of research in social sciences and this table is complemented by a diagram attached in the end of the paper. Because the diagram was poorly designed, I contacted the author asking for clarifications. Martyn kindly answered and even provided some complementary notes on the table and diagram.

As a result, I compiled all the information in the diagram below.

Diagram based on Hammersley's view on research design

The svg file can be downloaded here.

I find it extremely useful to clarify ideas related to research design and choices that a researcher has to make during this process.

Some comments

Some choices in one stage may limit, or even determine, the options available in the next stages. So, it is not possible (or it just does not make sense) to combine all the possibilities freely.

The table is not a suggestion of order in terms of when the choices should be made.

The "Choice of cases" aspect is discussed in the chapter So, what are case studies? in the book What's wrong with ethnography?.

Hammersley recognizes that the item Data Analysis deserves more details, but he had " not even attempted to map the dimensions involved [t]here".

Credits

The content of the post was totally based on papers by Martyn Hammersley and should by treated/referred as usual in academic papers. When I contacted him, he was clear that I could use the extra material for whatever end I wanted. However, the diagram above is my reading of his work and was not extracted directly from his papers.

As dimensões de uma atividade matemática

13 Feb 2018 / Leonardo Barichello

Em 2017, meu segundo orientador publicou um artigo em que analisou a maneira como professores descrevem atividades matemáticas. A ideia consistia, essencialmente, em pedir a professores para pensarem em uma atividade que tenham usado e depois dizer o quão bem cada um dos adjetivos de uma (longa) lista se aplicavam a essa atividade.

A novidade desse estudo vem do fato de a análise ser feita a partir de respostas dos professores e não através da proposição de mais um sistema de classificação.

Os dados coletados foram analisados através de uma técnica estatística chamada análise fatorial. Resumidamente, essa técnica checa se algumas das variávies (os adjetivos nesse caso) se comporta de maneira muito parecida para diversos participantes. Se sim, elas são agrupadas como um "fator". Desse modo, a longa lista de adjetivos poderia ser reduzida a um conjunto pequeno de fatores que, mesmo perdendo um pouco de informação, ainda seriam capazes de descrever as atividades com boa precisão.

O estudo que ele conduziu foi feito com professores britânicos e chegou à conclusão de que essa lista de adjetivos pode ser agrupada em 7 dimensões relativamente independentes: Engagement, Demand, Routineness, Strangeness, Inquiry, Context e Interactivity. Se quiser saber mais, acesse o artigo no link acima (open access),

Após um seminário sobre esse artigo, eu e a Rita Santos Guimarães decidimos replicar o estudo com professores de matemática no Brasil. Coletamos mais de 400 respostas e o artigo com os resultados foi publicado recentemente. Os nossos dados também indicaram 7 dimensões: Efetividade, Rotina, Exigência, Abstração, Contextualização, Inovação e Interação. Para saber mais, leia o artigo (também open access). Eis o nosso resumo:

Tomando como ponto de partida o fato de que atividades matemáticas são descritas em livros didáticos, documentos oficiais e artigos acadêmicos por uma gama variada de adjetivos e que não há consenso acerca do significado destes, este artigo tem o objetivo de analisar como professores de matemática descrevem atividades para a sala de aula. Trata-se da replicação de uma pesquisa conduzida com professores de matemática britânicos. Nossos dados foram coletados via questionário eletrônico, no qual professores avaliaram o quão bem 88 adjetivos e expressões descreviam uma atividade matemática escolhida por eles. Esses dados foram analisados por meio de uma análise fatorial exploratória que identificou sete fatores independentes subjacentes aos dados. São eles: Efetividade, Rotina, Exigência, Abstração, Contextualização, Inovação e Interação. Além de uma discussão sobre cada um dos fatores, também são discutidas as semelhanças e diferenças em relação aos resultados obtidos na pesquisa britânica. Espera-se que este resultado ajude a informar o diálogo entre as várias partes envolvidas no ensino de matemática. Além disso, também se discute a relação identificada entre a expressão “resolução de problemas” e o fator Contextualização. Contrariando o que é sugerido em documentos oficiais, nossa análise indica que os professores de matemática no Brasil associam “resolução de problemas” com questões relacionadas a contextos reais e aplicados em detrimento de contextos matemáticos abstratos. Independentemente do motivo por trás dessa associação, este resultado aponta para a necessidade de melhora da comunicação entre políticas públicas e professores de matemática.

Note que a maioria dos fatoresé similar às dimensões encontradas na pesquisa britânica, porém, algumas conclusões interessantes podem ser tiradas a partir de uma análise mais cuidadosa das diferenças. Aos interessados, essa discussão está feita nesse outro texto (em inglês) que publicamos.

O cientista, por Carlos Drummon de Andrade

25 Jan 2018 / Leonardo Barichello

Em 1962, Carlos Drummond de Andrade escreveu uma crônica em homenagem ao falecimento de Emanuel Dias, um pesquisador que trabalhou a vida toda no interior do Brasil combatendo a doença de Chagas. As palavras a seguir teriam sido ditas ao poeta pelo cientista:

Nós cientistas temos a sensibilidade recalcada pela constante obrigação de ser exatos, terra-a-terra, e em tudo quanto observamos e dizemos. Espiões e prisioneiros da realidade, somos como que seus amantes fidelíssimos e servis, incapazes de penetrar-lhes os mais íntimos segredos... Com os poetas é diferente. Fazem o que bem querem, ao sabor dos impulsos do momento. Criam a sua verdade. Saciam-se nas melhores perversões! Por isso é um lenitivo lê-los, dão-nos a impressão da liberdade.

Public Money, Public Code in Barcelona

23 Jan 2018 / Leonardo Barichello

Another reason to love Barcelona: City of Barcelona Dumps Windows For Linux and Open Source Software.

This is the first result of the Public Money, Public Code campaign headed by the Free Software Foundation in Europe. Let's hope it is not the only!



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