D'aquí Pra Là

24 Jun 2020 / Leonardo Barichello

Como sou grande fã das colaborações de Naná Vasconcelos com outros artistas, vira e mexe eu procuro por algo nessa linha que eu ainda não conheça. Diga-se de passagem, costumo gostar mais desses álbuns em que o grande mestre brasileiro da percursão colabora com outros artistas do que dos álbuns solo dele. Só para citar alguns exemplos: Dança das Cabeças e Duas Vozes com o Egberto Gismonti estão entre meus álbuns favoritos de jazz em todos os tempos, assim como o Isto vai dar repercussão, com o Itamar Assumpção, figura na lista de 10 melhores da música popular brasileira.

Numa dessas buscas no spotify, esbarrei em um álbum do qual nunca tinha ouvido falar: D'aquí Pra Là, com o guitarrista Pablo Arrieta (de quem, igualmente, eu nunca tinha ouvido falar). Ouvi e uau! O álbum é delicioso! Tem uma latinidade contagiante e não deixa de inovar e surpreender em vários momentos, com "rifes" de percursão belíssimo no melhor estilo Naná.

Hoje, esse álbum cnsta na minha lista de melhores álbuns com Naná Vasconcelos, sem sombra nenhuma de dúvidas.

pensamento computacional na Educação Básica

22 Apr 2020 / Leonardo Barichello

Recentemente foi chamado pra integrar a equipe do projeto Livro Aberto. Mais especificamente, fui convidado a escrever um módulo sobre pensamento computacional, essencialmente motivado por essas duas habilidades da BNCC (atual) do Ensino Médio:

  • (EM13MAT315) Reconhecer um problema algorítmico, enunciá-lo, procurar uma solução e expressá-la por meio de um algoritmo, com o respectivo fluxograma.
  • (EM13MAT406) Utilizar os conceitos básicos de uma linguagem de programação na implementação de algoritmos escritos em linguagem corrente e/ou matemática.
  • Com o objetivo de levantar contribuições para esse trabalho, estou mantendo um videolog no qual não apenas reporto as decisões já tomadas como também coloco pontos ainda em aberto para receber sugestões, ideias, críticas e experiências. A playlist com os vídeos segue abaixo:

    Você pode comentar no Youtube ou nas outras redes sociais em que tenho postado os vídeos ou se inscreve no canal para receber alertas sobre novas postagens. Toda contribuição é muito bem-vinda :-)

    focaccia

    06 Apr 2020 / Leonardo Barichello

    Essa receita é o resultado de umas 6 tentativas de fazer uma focaccia genovese. Eu combinei quantidades e procedimentos de vários sites até chegar nessa receita.

    8 gramas de fermento biológico seco
    1 pontinha de colher de chá de açucar
    50 ml de água morna (30 graus)
    350 gramas de farinha de trigo 00
    200 ml de água morna
    2 colheres de sopa de azeite
    50 gramas de farinha de trigo 00
    Sal a gosto

    Dissolva o fermento biológico na água morna com o açucar e deixe descansar em um local morno por uns 10 minutos, até formar uma espuminha no topo.

    Misture o sal nos 350 gramas de farinha e acrescente os 200 ml de água morna e o azeite. Logo em seguida adicione a água com fermento e misture com uma colher até que a massa comece a soltar das laterais do pote.

    Nesse momento, transfira a massa para uma superfície boa para amassar e trabalhe a massa gentialmente por 15 minutos adicionando os 50 gramas de farinha restantes quando ficar muito grudenta. A imagem abaixo é de logo no começo desse processo.

    focaccia 1

    Talvez você precise de um pouco mais de farinha, mas não acrescente muito mais pois isso pode afetar a consistência da massa.

    Ao final dos 15 minutos, transfira a massa para um recipiente que possa ser coberto com um pano levemente úmido sem que ele toque a massa. Coloque em um local morno para descansar por 30 minutos. Uma sugestão é dentro do forno com a luz acesa. A temperatura deve ser em torno de 30 graus.

    Unte a forma na qual a focaccia vai ser assada (eu uso uma de metal com teflon de 34x23 cm²) com uma quntidade generosa de azeite. Transfira a massa pra cá e recubra-a de azeite também. Volte para o local morno e deixe descansar por mais 60 minutos.

    focaccia 2

    Agora, abra a massa com a ponta dos dedos sujos de azeite para que ela cubra toda a área da forma. Deixe descansar no local morno por mais 30 minutos.

    Nesse meio tempo, pre-aqueça o forno a 230 graus (o meu é elétrico) e prepare as coberturas. Minhas sugestões são: cebolas cortadas bem finas temperadas com sal e pimenta do reino, pedacinhos de gorgonzola ou rodelas fininhas de chorizo (tudo frio). A cobertura não deve ter muita fartura.

    Retire a massa, suje os dedos com azeite e use-os para criar vales na massa, de modo que ela fique com mais vales do que na imagem acima. A massa não deve ser furada. Polvilhe salmoura em toda a massa, de modo que se formem poças de salmoura nos vales que você criou com os dedos. Se tiver algum sal mais grosso, pode ser interessante para deixar alguns cristais mais crocantes no final. Coloque o recheio e leve ao forno.

    No meu forno, eu deixo 15 minutos e depois mais 10 com o grill ligado. O resultado costuma ficar com a parte de baixo bem morena e os pontos mais altos quase marrons. Quando tirar fo forno, remova da forma e deixe esfriar um pouco antes de servir. O resultado está aí embaixo e serve umas 3 ou 4 pessoas.

    focaccia 4

    Na hora fica maravilhoso! No café da manhã do dia seguinte ainda tá legal, mas não dura muito mais do que isso. É uma receita pra fazer e comer!

    pensamento computacional na Educação Básica

    19 Feb 2020 / Leonardo Barichello

    Em janeiro de 2020 saiu o livro Pensamento Computacional na Educação Básica foi publicado em janeiro de 2020 pelo grupo a para o qual eu contribui com um capítulo.

    capa do livro

    O livro é dividido em três partes: Fundamentos, Pesquisas e Relatos de Experiência.

    A primeira delas, Fundamentos, é a mais curta mas cumpre muito bem o papel a que se propôs: estabelecer os conceitos fundamentais para todo o livro (capítulos 1 e 2) e discutir o panorama nacional e mundial sobre o tema (capítulos 3 e 4). Os quatros textos são boas referências se o que você busca são definições e caracterizações claras e objetivas.

    A segunda parte, Pesquisas, é a mais fraca, na minha opinião. Traz oito capítulos que, no fringir dos ovos têm mais valor pelo relato das experiências conduzidas do que por aspectos que de fato os aproximariam de pesqusias acadêmicas (aprofundamento teórico, aspectos metodológicas ou resultados que possam ser usados por outros pesquisadores). Isso não é inesperadao, dado que essa área ainda é jovem, mas é inevitável, ao ler esses capítulos, de que se está lendo um relato com pretensões acadêmicas um tanto ingênuas.

    A terceira parte, Relatos de Experiência, é a que ocupa a maior parte do livro. A qualidade, o conteúdo e o formato dos textos dessa parte variam muito, mas isso não compromete a proposta de ser uma coleção de relatos. Na verdade, talvez seja a diversidade que faça dessa parte o ponto alto do livro todo (junto com os dois primeiros capítulos). No final das contas, os relatos acabam oferecendo ao leitor uma variedade grande de possibilidades que acabam por ser inspiradoras, mesmo que o objetivo do leitor seja um pouco diferente do relato em si. Além disso, por serem relatos, os textos são menos pretensiosos do ponto de vista teórico, o que torna a leitura muito mais acessível.

    É nessa terceira parte que está o meu texto, entitulado Programação de computadores em Scratch por meio de jogos. Nele, relato a experiência de uma oficina de programação de computadores que ofereci para estudantes dos últimos anos do Ensino Fundamental em uma escola particular. O mote das aulas era a criação de jogos e a plataforma usada foi o Scratch. Além do texto, todos os projetos estão disponíveis online em scratch.mit.edu/studios/271650.

    Se você é professor, eu recomendo o livro como uma fonte de inspiração, especialmente ao longo da terceira parte.

    Se você é pesquisador, a primeira parte merece atenção por ter sido bem sucedida em estabelecer o significado de algum termos comuns na área, como "pensamento computacional".



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